Sei que passei muitas coisas e vontades na vida. Sei que ela, minha vida talvez um dia esquecida, mesmo sofrida, só eu e quem queira escutar saberá.
Ah... Que vontade de escrever. E não sei para que... Talvez porque nela o tempo venha nos resguardar, pois ela sendo a mata, que mataria o que precisar, milenar nos protegerá ao que vier: tsunamis que chegam sem avisar, ou, o escrever simplesmente, que nos reflita talvez, ao que possamos pensar ainda em viver.
Por isso escrevo. E o faço às mulheres. Alunas, mães, crianças, filhas, amigas e apaixonadas. Talvez a quem ame, pois não me perturba, mas me ajuda a escrevinhar. Escrevo a elas, porque as mesmas, talvez, ainda tenham que aprender o comer para depois cozinhar. Por isso escolho essa forma de expressar, como um simples banhar.
Estas para o mundo têm muitos significados.
Mesmo que mal dado, vem do além...
Sujeitas ao eterno proposto.
Deusas, diabas. Enfim...
Por que carinho, medo e travessura ao mesmo tempo?
Por quê?
Mulheres pensam em beijo, ao eterno desejo e aí, tudo vai poder renovar?
Pois a vida que lhes leve ao levar.
Mesmo que não saibam que o homem mal existe no teu universo milenar, elas cheiram, saboreiam. E, na maioria das vezes, se transformam em bagaços fora a jogar.
Ah, Mulheres...
Mulheres sentidas, porque na maioria das vezes bandidas? Que mundo queres resguardar?
Sem forma, na magreza, mesmo que reflita "beleza", só para agradar aquele que outras querem ver e dominar.
És aquela que acalenta o ridículo macho, que as pencas vem em cacho
nos prantos e sem encanto, mas vive a lhe proteger.
Oh, mulher até quando submissas irás viver?
Ah!
As mulheres são assim: procuram-te, preocupam-te, mesmo que vagabundo, sem mundo.
Por quê?
Abandonam-te e te deixam ir, sair...
E teimam mais tarde te descobrir.
Por quê?
Mulher, não sabes nunca o que te garanta convir?
Como Deusas, por favor, enrolem-se no mel para que sempre existas no eterno brilhar.
Senão, nada vai dar.
Benção minha mãe!
Minha linda mulher.
Que Olorum nos resguarde. Sempre!
Benção minha mãe!
Minha linda mulher.
Que Olorum nos resguarde. Sempre!
Ivan


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