sábado, 3 de dezembro de 2011

A dama (inacabada, infinita...)


Sei que passei muitas coisas e vontades na vida. Sei que ela, minha vida talvez um dia esquecida, mesmo sofrida, só eu e quem queira escutar saberá.
Ah... Que vontade de escrever. E não sei para que... Talvez porque nela o tempo venha nos resguardar, pois ela sendo a mata, que mataria o que precisar, milenar nos protegerá ao que vier: tsunamis que chegam sem avisar, ou, o escrever simplesmente, que nos reflita talvez, ao que possamos pensar ainda em viver.
Por isso escrevo. E o faço às mulheres. Alunas, mães, crianças, filhas, amigas e apaixonadas. Talvez a quem ame, pois não me perturba, mas me ajuda a escrevinhar. Escrevo a elas, porque as mesmas, talvez, ainda tenham que aprender o comer para depois cozinhar. Por isso escolho essa forma de expressar, como um simples banhar.

 Mulheres.

Estas para o mundo têm muitos significados.
Mesmo que mal dado, vem do além...
Sujeitas ao eterno proposto.
Deusas, diabas. Enfim...
Por que carinho, medo e travessura ao mesmo tempo?
Por quê?
Mulheres pensam em beijo, ao eterno desejo e aí, tudo vai poder renovar?
Pois a vida que lhes leve ao levar.
Mesmo que não saibam que o homem mal existe no teu universo milenar, elas cheiram, saboreiam. E, na maioria das vezes, se transformam em bagaços fora a jogar.
Ah, Mulheres...
Mulheres sentidas, porque na maioria das vezes bandidas? Que mundo queres resguardar?
Sem forma, na magreza, mesmo que reflita "beleza", só para agradar aquele que outras querem ver e dominar.
És aquela que acalenta o ridículo macho, que as pencas vem em cacho
nos prantos e sem encanto, mas vive a lhe proteger.
Oh, mulher até quando submissas irás viver?
Ah!
As mulheres são assim: procuram-te, preocupam-te, mesmo que vagabundo, sem mundo.
Por quê?
Abandonam-te e te deixam ir, sair...
E teimam mais tarde te descobrir.
Por quê?
Mulher, não sabes nunca o que te garanta convir?
Como Deusas, por favor, enrolem-se no mel para que sempre existas no eterno brilhar.
Senão, nada vai dar.
Benção minha mãe!
Minha linda mulher.
Que Olorum nos resguarde. Sempre!
Ivan 

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