sexta-feira, 1 de maio de 2015

29/04/2015 BARBÁRIE TUCANA/PR

Sei que complicado escrever na emoção, mas estamos em um momento muito complicado na educação. Afinal, tento ser um educador.


Um desabafo para minha profissão.
Essa profissão, Professor, briga pela aposentadoria mesmo que nunca pare de trabalhar. Sempre uma correção, sempre uma prova, sempre o carinho, cuidados e muita atenção. Se um dia estiveres em dúvida... Pense em teu professor, qualquer deles, o que mais te afinas ou não, mas pense, pois sendo sério encontrarás a reposta do nada, pois pensaste no professor.
Essa notícia de hoje, a qual o carrasco sanciona lei imprópria, contra o trabalhador, pra mim foi um baque daqueles. Quando a justiça me sacaneou, e muito, achei que era um problema de logística, ou seja, não soube escolher meus advogados. Até aí, tudo bem, burro eu. Mas quando vejo o mundo se movendo a favor dos professores não só do Paraná, sei que por respeito, me sinto cada vez mais humilhado em ver uma Besta ainda estar no poder e sancionar uma "Lei" em menos de 24H.
Gostaria que alguém me explicasse o que acontece. Gostaria de poder dormir tranquilo com a satisfação de dever cumprido. Gostaria de olhar o futuro deste e de outros estados brasileiros serem aquilo que sempre sonhamos. Mas, infelizmente, nem tudo ocorre da forma que imaginamos. Talvez eu viva um imaginário de liberdade de expressão que inesite. Parabéns Carrasco, parabéns aos que apoiam isso. Mas, nada me cala. Sei que sou aquele cricri e enquanto existir esse tipo de coisa lutarei contra. Estarei presente sempre que se faça esse tipo de barbárie e que ninguém se dá conta. Nem mesmo os que governam altos escalões da sociedade brasileira.
Continuemos então, nós professores, mesmo sendo baleados, enxovalhados. como sempre. E se assim, salvássemos a humanidade pelo pensamento, sei que continuaríamos a dar a cara pra bater a aplaudir o certo e reprovar o que errado. 
Agora, seu desgovernador e corja, comemorem, assim como comemoraram o massacre. Comemorem, pois as palavras e a memória, mesmo que não escritas, não serão apagadas, pois sempre estarão em nossos pesamentos, em nossas mãos que sempre alcançaram o quadro pra escrever...
Ivan

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