sábado, 7 de julho de 2012

A averbação


Tive uma semana extremamente diferente. Meu Corinthians campeão, cartão do banco perdido,  enfim. Inferno zodiacal. Total. Mas resolvi, junto com Camile, ir morar no Sul, Rio grande do Sul. Aí me vieram um monte de memórias, que me deram vontade de escrever.


Às vezes me confesso ao medo,
Sem segredo ao amor.
Ao medo de comer, do cozinhar.
Às vezes me confesso, como um manifesto.
Que me traz coragem.
Às vezes me pego no conversar, no verbalizar.
O meu negócio, acho, é o averbar,
Ou melhor, o verbar...
Pois soubesse onde a vida levaria,
Soubesse  Eu...
Soubesse eu onde estaria,
Onde estaria o meu estar.
Soubesse  eu do amanhecer.
Se só bebesse, eu, onde iria vivenciar?
Pois o verbo,  vem acadenciar.
Talvez,acalentar.
Verberaria Eu, pra que pudesse conversar?
Há o verso...
Que, sem ele, jamais existiria o verdadeiro amar.
Ivan 
07/07/2012

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